Queria saber dizer do meu amor
Hoje mais do que em muitos dias.
Lembro que quando chegaste,
Aquela noite de abril era só alegria
- Qual manhã de primavera -
E minha Lua nascia.
Qualquer esforço em buscar palavras
Não atenderá ao meu desejo (que não finda)
De expressar esse sentimento:
Amor por uma Lua tão linda.
Imenso. Intenso
Como uma alada fantasia de sons
Marcela é forte: retine como bronze,
Luz súbita que nos captura em vários tons
E, no entanto é açucena suave de manso olhar.
Quero, como antes, servir-te amor em ramalhetes,
Presentear-te com notas musicais
E com elas, cantarás a cantiga do infinito.
Clássicos, rock, reggae, pop, rimas, versos, o soneto mais bonito.
Farás música de canto de pássaros,
De céus e flor
De córregos e rios,
De amor eterno e dores de amor.
Serás barco que leva o rio
Condutora do próprio destino.
Eis Marcela — sonho sonhado junto,
Estrela emprestada do céu na terra luzindo.
Preciso da voz do Poeta para dizer que
“A luz que vem de Marcela
É a luz que nasce e canta
Serena no peito dela...
A luz tão luz de Marcela
— luz que é sombra da luz dela—
Nasce nela, vive dela.”
Guardadora fiel de segredos quase encantados
Espírito antigo arco-iriscando nossa vida
Leal companheira
De plantas, pesca, compras, bichos de espécie sortida.
Tão muito,
Tão tudo,
Tão bela,
Tão esplendidamente nobre,
Assim é o meu bebê, Marcela.
Feliz aniversário, Lua
E com estes escritos, mais uma vez, há 17 anos dou-te o meu amor.
Sílvia Câmara





