terça-feira, maio 22, 2007
segunda-feira, maio 14, 2007
Sobre como deixar a vida

Seja prático!
Arrume sua vida
Enquanto tem tempo.
De repente
Ela pode querer partir
Olha aí
Aproveite para ser ocioso
Não há nada que pague
Um copo de orvalho
Sorvido na fonte.
Sumo de corola de flor
Antídoto para mau-humor.
Em outro século, inspiração.
Quantos floristas com a pena em punho
Jamais mencionaram uma certa florzinha
Que ao anoitecer
Oferece as pétalas ao sonho.
Poeta!
Aprende a ir.
Sílvia Câmara
Arrume sua vida
Enquanto tem tempo.
De repente
Ela pode querer partir
Olha aí
Aproveite para ser ocioso
Não há nada que pague
Um copo de orvalho
Sorvido na fonte.
Sumo de corola de flor
Antídoto para mau-humor.
Em outro século, inspiração.
Quantos floristas com a pena em punho
Jamais mencionaram uma certa florzinha
Que ao anoitecer
Oferece as pétalas ao sonho.
Poeta!
Aprende a ir.
Sílvia Câmara
domingo, maio 13, 2007
Orquídeas e mães
Se há uma coisa que eu adoro
são as flores. Todos sabem.
Mas se há outra coisa que nada iguale
São os meus três amores.
E a natureza resolveu,
assim, semana passada,
dar-me de presente
um trio de orquídeas boninamareladas.
Lindas! Ambas.
Agora eu, ofereço
as flores, as filhas e este texto
A quem iniciou tudo isso.
Parabéns, Mãe!
Exemplo de força e perseverança.
Ainda hoje se preocupa tanto.
Esquece de que não somos mais criança.
Deus te proteja!
Amém!
Silvia Câmara
quarta-feira, maio 02, 2007
terça-feira, maio 01, 2007
Sobre como encontrar um anjo
Tela - The angel - M. FernandaEscrevo-me pelas curvas de um verso
E nesta aventura insana
Aparece diante de mim
Um anjo
Não sei bem por onde entrou
Pela fresta da janela
Ou a brisa lhe anunciou
Talvez habite por perto.
Suspira ou sopra um sonho
Tornado tinta no lastro das horas
Pluma de ave
Ou folha caída
De um astro coberto de girassóis
Aguando um mar-dormitório
De desígnios piscosos.
Para falar de amor
É preciso um anjo.
De mãos dadas com ele faço a travessia.
Sílvia Câmara
E nesta aventura insana
Aparece diante de mim
Um anjo
Não sei bem por onde entrou
Pela fresta da janela
Ou a brisa lhe anunciou
Talvez habite por perto.
Suspira ou sopra um sonho
Tornado tinta no lastro das horas
Pluma de ave
Ou folha caída
De um astro coberto de girassóis
Aguando um mar-dormitório
De desígnios piscosos.
Para falar de amor
É preciso um anjo.
De mãos dadas com ele faço a travessia.
Sílvia Câmara
segunda-feira, abril 30, 2007
Sobre como aquecer uma cabana

Abres a porta dos fundos
E trazes o frio do mundo
Vindo não sei de onde
Chega contigo o aroma.
Cheiro de mato quebrado
De terra orvalhada
Vem contigo o abandono
Das pedras jogadas ao rio.
O peixe chega antes
Anunciado pela urgência
Do vento e da fome
Velejando na rota do sonho
Chegas sem ferir o tempo
E aqueces a casa inteira.
Sílvia Câmara
E trazes o frio do mundo
Vindo não sei de onde
Chega contigo o aroma.
Cheiro de mato quebrado
De terra orvalhada
Vem contigo o abandono
Das pedras jogadas ao rio.
O peixe chega antes
Anunciado pela urgência
Do vento e da fome
Velejando na rota do sonho
Chegas sem ferir o tempo
E aqueces a casa inteira.
Sílvia Câmara
Sobre como ser dissimulado
photo by Michael MackulTudo o que puder
Dê fim.
Os lençóis sujos
As cartas inúteis
As fotografias de antigos amores.
Seja exatamente como as raposas:
Expie a presa atentamente
E roube seus ovos.
A fim de que não procrie
E não exista rival para ti.
Depois disso,
Poderás dormir o sono eterno
Como uma escória
E a verdade poderá vir à tona.
Sílvia Câmara
Dê fim.
Os lençóis sujos
As cartas inúteis
As fotografias de antigos amores.
Seja exatamente como as raposas:
Expie a presa atentamente
E roube seus ovos.
A fim de que não procrie
E não exista rival para ti.
Depois disso,
Poderás dormir o sono eterno
Como uma escória
E a verdade poderá vir à tona.
Sílvia Câmara
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