sábado, janeiro 12, 2008

Como um poema neo-barroco


Enquanto a vida acontece,
A casa suspende-se como um poema barroco
Os animais pensam e eu fico só.
Escrevo coisas em desconexo
Apenas para não ficar imóvel.
Não tenho reserva de palavras.
Não há uma fábrica no meu bolso,
Como havia em Neruda.
As abelhas passaram à minha volta
E eu não as pude caçar.
Volaram las palabras.
Ao menos deixaram seu néctar
E aquela cor de pólen impregnou meu pensamento.
Hoje quero vestir amarelo.

Sílvia Câmara

16 comentários:

Maria Muadié disse...

muito bom.

MARIAESCREVINHADORA disse...

Também quero vestir amarelo, Silvinha.
Belo poema, adorei!
Beijos,

Conceição

José Calvino disse...

Poetamiga Silvinha,
O amarelo verão, é o sol, é o ouro que brilha no seu lindo poema. Parece que estou vendo toda vestida de amarelo canário!!!
Beijos do,
Calvino
Recife

José Calvino disse...

Querida Silvinha,
Um pouco sem tempo, ainda agora, comentei de improviso
volto agora com rima
no mesmo cenário
parece que estou vendo
toda vestida de amarelo canário!!!

Abração do,
José Calvino

Verônica Aroucha disse...

Silvinha querida, qualquer cor é "alumiada" pelo seu brilho e as palavras francas e certas estão sempre voando sobre seus sonhos e doçura. Desculpe minha ausência; as cores ainda são arco-iris para mim.
2008 será pleno de alegrias!
Verônica

Espatódea disse...

E esse amarelo da cor do sol te fará iluminar-se... que bela inspiracao!
Um abraco

FINA FLOR disse...

dias assim valem a pena :o)

beijos, querida e um ótimo começo de ano para ti,

MM.

KimdaMagna disse...

CORES DE POLEN!!!
e eu não fico só.
Tá bonito, enternecedor até...

Xaxuaxoi

Ramon de Alencar disse...

...
-Amarelo, Amar elo...

O mesmo amarelo que se estende na janela...

Casulo Temporário disse...

Amiga poeta,
terei prazer em te enviar o livro - e vestido de amarelo...
Lindo poema neo-barroco.
O lançamento foi lindo, estou ainda muda por tantas emoções. Breve vou postar imagens que falem por si.
Mande pra mim seu endereço no email anaceciliabastos@gmail.com, tá?
beijos,
Ana

LIRIS LETIERES disse...

Silvinha!
E não é que estou vestida de amarelo? Mas (infelizmente) ao contrário da minha amigapoeta, só estou vestida por fora(momentos da vida em preto e branco...)Quem dera impregnar-me por dentro com esse seu vôo...Quem dera!
Saudades!

Rosana disse...

Oi Silvinha!
Que surpresa maravilhosa descobrir essa você que nem imaginava , recolhida na que sempre se apresentou a mim!!!
Parabéns pela profunda leveza dos seus poemas, o que demonstra sua capacidade grandiosa de enveredar pela fluidez de se fazer arte como se respira: espontâneamente!!!

Rosana Meirelles

Gerlane disse...

Não! Não te faltaram as palavras! Deixaste aqui poucas, mas, muito sugestivas palavras!

Beijos, Sílvia!

Casulo Temporário disse...

Querida Sílvia,

deixe-me então enviar um abraço por seu aniversário - essas coincidências são demais! É a poesia da vida.
Eu me identifico muito com os seus poemas também. Algo que vem da terra nordestina, um certo sentimento do mundo. Com certeza conversaremos mais sobre isto!
Ana

Anônimo disse...

Silvia, entrei no seu blog pelo poema inspirado pelo envoi de Mário Faustino. E vim dizer que gostei imensamente.
O Mário também amava o sol.
Um abraço,
Lilia Chaves

Sílvia Câmara disse...

Lilia Chaves, fiquei feliz com a sua passagem no Brisa e que bom saber que vc gostou.

À propósito, quando quiser volte.
será um prazer recebê-la em casa.
Um abraço.