sexta-feira, fevereiro 23, 2007

Mecejana


Como se abraçasse o tronco duma árvore
Com os braços tão longos de medo.
O vento chegava prenunciando chuva:
Chovia chuva de vento.

Foi lá que puseram os ninhos
as aves de vôo lento.

Revoando e voejando
No branco da luz,
Justo na sombra do tempo.

Era um amanara – chuvoso dia na língua primeira.
Dia de nascer saudade.


Sílvia Câmara

2 comentários:

Maria Muadié disse...

Lindo, lindo, adoro esta sua poesia.
beijo

Perdigotos disse...

Poema muito bem construído! gostei muito das imagens que criou.