
Foto by Sílvia Câmara
Sois de vento, sois de ar, brisa cativa.
Como cativastes meu coração margem?
Ai que não sei, anjos voavam ali talvez.
Sou pássaro: olha as asas já me nascem.
De que importa isso coração-ave?
Não vês que o sopro é a única quimera
Dessas que já não mais há quem tenha a chave
Para abrir o céu em plena primavera?
É que vivo de vento brisa querida
Liberta-me para além dessas paragens
Deixa-me seguir o curso sem destino
Da fantasia, do sonho... desatino?
Preciso voar mundo, colher aragens
Para o sopro transformar-se: eterna vida.
Sílvia Câmara
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