terça-feira, abril 17, 2007

Silêncios



Naquele fim de mundo
Habitado por ermos silêncios
Poderia ter nascido qualquer sentimento.
Mas o que acontece dentro da terra
Não dá para ser pensado antes.
É como agora:
Há dentro de mim uma vontade
De dizer calada,
Só com a alma
O quanto ficou daquele setembro.


Sílvia Câmara

3 comentários:

CLAU disse...

Silvia,
menina-poeta,
que belíssimo poema!
Que bom e pertinência da ilustração!
Sou toda exclamação!
Parabéns, querida.
Cláudia

MARIAESCREVINHADORA disse...

Lindo, lindo, Sílvia.
Beijo,

Conceição

Urariano Mota disse...

Sílvia, vim aqui, gostei, e informo que respondi a seu comentário sobre a morte do poeta Erickson Luna, em http://urarianoms.blog.uol.com.br/
Abraço.