domingo, agosto 26, 2007

Segundo repouso em Atlântida

Tela - Cristina Prieto


Opacos eus que não se escondem
Ardendo na pele,
Nas bordas do mundo.

Correm dos Ciclopes, das Sílfides.
E se espraiam na morna areia atlântica.
Trazem o ocaso para a linha da cintura,
Avermelhando o amarelo chacra.

Translúcidos eus esfumaçados
Abordam as marés como gaivotas.
E os bicos mergulham e sentem frio.
Arrepiam-se.
Piam.

O mar será minha guarida.
Essa piscosa casa nacarada,
Tritônica.

Sílvia Câmara

6 comentários:

Lary Câmara Martinez disse...

ei sua baleinha
nunca mais passei aqui ne?
so pra dizer mesmo que te amo
e que vc eh a mãe mais safada do mundo que me manda ficar magrinha e agorinha ta fazendo leite ninho quente pra mim!!!!

beijosss

Lary

Sílvia Câmara disse...

rsrsrsrsrsrs.
My little whale.
bjo bem grande.Te amo tbem. Muito.

Guto Melo disse...

"Trazem o ocaso para linha da cintura". Linda imagem. Aliás, o poema inteiro é bem bacana.

Sílvia Câmara disse...

Grata pelo comentário, Guto.

Gerlane disse...

Sílvia,
Quisera eu ser uma artista profissional e ter a capacidade de pintar numa tela esse teu poema!Ficaria divino, pois o poema já o é!

Beijos,

Gerlane

José Calvino disse...

Poetamiga Silvinha,

A tela de Cristina Prieto, deu certinho com o poema, sobretudo na segunda estrofe:"Correm dos Ciclopes das Sílfides. E se espraiam na morna areia atlântica..."
Muito bacano, mesmo!
Abs,
Calvino