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Preciso prender uma rima nas penas de um pássaro
E deixá-la ir até onde o infinito encontra outro infinito.
Olhar céu claro e azul de uma manhã gloriosa.
Versejar num mar branco de espumas
Onde o cansaço repousa à sombra de uma branca vela.
A rima foge: será falsa?
Não.
Preciso tecer uma ode.
Cadê a musa, ou o vate.
Embalam-se no mar, em rede de frágeis versos.
Quando virão dar-me o regaço e o alento?
Sílvia Câmara
foto- hondurasart.com
Um comentário:
Inspirada amiga,
belas palavras, bela foto...
um beijo,
Martha
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