sábado, dezembro 09, 2006

Rima















Preciso prender uma rima nas penas de um pássaro
E deixá-la ir até onde o infinito encontra outro infinito.
Olhar céu claro e azul de uma manhã gloriosa.

Versejar num mar branco de espumas
Onde o cansaço repousa à sombra de uma branca vela.
A rima foge: será falsa?
Não.


Preciso tecer uma ode.
Cadê a musa, ou o vate.
Embalam-se no mar, em rede de frágeis versos.
Quando virão dar-me o regaço e o alento?

Sílvia Câmara


foto- hondurasart.com

Um comentário:

Maria Muadié disse...

Inspirada amiga,
belas palavras, bela foto...
um beijo,
Martha